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O céu — astronomia

Cometas: viajantes de gelo

Um cometa é um pequeno corpo de gelo, poeira e rocha que orbita o Sol. Ao se aproximar do Sol, seu gelo se transforma em gás e forma uma coma brilhante ao redor do núcleo, enquanto a luz solar e o vento solar empurram o material para formar uma cauda que sempre aponta para longe do Sol.

O que é um cometa?

Um cometa é um pequeno corpo feito de gases congelados, poeira e rocha. É comum chamá-lo de "bola de neve suja". A expressão é uma simplificação, mas passa a ideia: o núcleo é uma mistura de gelo e poeira escura. Longe do Sol, o cometa é frio, escuro e quase invisível. Ao se aproximar, ele "acorda" e pode se tornar uma das visões mais belas do céu.

Núcleo, coma e cauda

Um cometa tem três partes principais.

Núcleo. É o centro sólido. Geralmente mede entre algumas centenas de metros e algumas dezenas de quilômetros, bem pequeno comparado aos planetas. Sua superfície é muito escura e reflete apenas uma pequena parte da luz que recebe.

Coma. Quando o cometa chega perto do Sol, o calor transforma parte do gelo diretamente em gás. Esse processo se chama sublimação (a passagem do estado sólido para o gasoso sem passar pelo líquido). O gás leva poeira consigo e forma uma enorme nuvem difusa ao redor do núcleo. A coma pode ser muito maior que o próprio núcleo, às vezes maior que um planeta.

Cauda. Na verdade, um cometa tem duas caudas, e elas costumam ser diferentes.

Um fato importante: a cauda não indica a direção em que o cometa se move. Ela sempre aponta para longe do Sol. Assim, depois de contornar o Sol, o cometa viaja com a cauda à sua frente. As caudas podem se estender por milhões de quilômetros, mas contêm material extremamente rarefeito.

De onde vêm os cometas

Segundo os modelos atuais, os cometas são sobras do início do Sistema Solar, formados há cerca de 4,6 bilhões de anos. Eles preservam material dessa época, e por isso os cientistas os estudam com tanto interesse.

Normalmente se distinguem dois reservatórios:

O cometa mais conhecido é o Halley. Ele retorna a cada 76 anos, aproximadamente. Sua última passagem pelo ponto mais próximo do Sol (periélio) foi em 1986, e o próximo retorno está previsto para 2061. É um exemplo de cometa periódico, cujo retorno pode ser calculado.

Os cometas costumam receber o nome de seus descobridores ou do projeto de observação que os encontrou, de modo que o nome guarda o registro de como cada um foi avistado.

Um destaque da ciência: a missão Rosetta

A Agência Espacial Europeia (ESA) enviou a missão Rosetta ao cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. A sonda chegou em 2014 e orbitou o núcleo por mais de dois anos, enquanto seu módulo Philae realizou a primeira aterrissagem suave em um cometa. Os dados revelaram uma forma complexa, muitas vezes descrita como dois lóbulos unidos, e uma superfície surpreendentemente escura e variada. As medições da água na coma também mostraram uma proporção de isótopos de hidrogênio diferente da dos oceanos da Terra, uma contribuição importante para o debate sobre a origem da água terrestre.

Cometas e chuvas de meteoros

Ao viajar, o cometa deixa para trás um rastro de minúsculos grãos e fragmentos. Se a órbita da Terra cruza esse rastro, as partículas atingem nossa atmosfera em alta velocidade e se queimam como meteoros. É assim que surgem as chuvas de meteoros.

Exemplos:

Há exceções. As Geminidas estão ligadas ao objeto Faetonte, classificado como asteroide e não como um cometa clássico. A linha entre asteroides e cometas nem sempre é nítida.

Como observar um cometa

A maioria dos cometas é fraca e só pode ser vista com binóculos ou telescópio. Cometas brilhantes o bastante para serem vistos a olho nu são raros e muitas vezes difíceis de prever, porque o brilho de um cometa depende de sua composição e de como ele se comporta perto do Sol. Por isso, as previsões de brilho são aproximadas.

Algumas dicas úteis:

  1. Busque informações atualizadas sobre o cometa em observatórios e sites de astronomia e confira onde e quando ele estará no céu.
  2. Afaste-se das luzes da cidade. A poluição luminosa reduz muito a visibilidade de objetos difusos.
  3. Reserve cerca de 20 minutos para os olhos se adaptarem ao escuro.
  4. Use binóculos se o cometa for fraco. Veja como escolher entre binóculos e telescópio.
  5. Os cometas geralmente se deslocam devagar em relação às estrelas, então compare a posição deles de uma noite para outra. Dependendo da órbita, um cometa pode se mover perto da eclíptica ou longe dela.

Para dicas gerais de observação, veja como observar o céu. Nunca olhe para o Sol com binóculos ou telescópio sem um filtro adequado, mesmo quando um cometa estiver perto dele.

Em resumo

Um cometa é um corpo gelado cujo núcleo forma uma coma e caudas ao se aproximar do Sol. Os cometas são relíquias da história mais antiga do Sistema Solar, e a poeira que deixam pelo caminho aparece para nós como estrelas cadentes. Cada um deles é uma pequena cápsula do tempo.

Perguntas e respostas

O que é um cometa?

Um cometa é um pequeno corpo de gelo, poeira e rocha que orbita o Sol. Quando chega perto do Sol, seu gelo se transforma em gás e forma uma nuvem brilhante (a coma) e uma cauda.

Por que um cometa tem cauda?

O calor do Sol vaporiza o gelo, e a luz solar e o vento solar empurram o gás e a poeira para longe. Por isso a cauda sempre aponta para longe do Sol, e não para trás ao longo do caminho do cometa.

Quando o cometa Halley volta?

O cometa Halley orbita o Sol a cada 76 anos, aproximadamente. Sua última aproximação foi em 1986, e o próximo retorno está previsto para 2061.

Dá para ver um cometa a olho nu?

Às vezes, mas a maioria dos cometas é fraca demais e exige binóculos ou telescópio. Cometas brilhantes são raros, e seu brilho é difícil de prever.

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Fontes

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