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O céu — astronomia

O Sol: nossa estrela

O Sol é uma estrela: uma enorme e quente esfera de plasma, formada principalmente por hidrogênio e hélio, que brilha graças à fusão nuclear em seu núcleo. Ele concentra quase toda a massa do Sistema Solar, e sua luz e sua gravidade moldam nossos dias, nossas estações e o céu que vemos.

O Sol como estrela

Sim, o Sol é uma estrela. Ele parece tão diferente das estrelas do céu noturno simplesmente porque está muito mais perto: sua luz chega até nós em pouco mais de 8 minutos, enquanto a luz das estrelas mais próximas seguintes leva anos.

Os astrônomos classificam o Sol como uma estrela da sequência principal (uma estrela que funde hidrogênio em hélio em seu núcleo) de tipo espectral G. Ele tem cerca de 4,6 bilhões de anos, aproximadamente na metade dessa fase de sua vida. Seu diâmetro é de cerca de 1,39 milhão de quilômetros, uns 109 vezes o da Terra, e ele contém cerca de 99,86% da massa de todo o Sistema Solar.

Ele é feito principalmente de hidrogênio e hélio: em massa, cerca de três quartos de hidrogênio e um quarto de hélio, com pequenas quantidades de elementos mais pesados. Não é sólido nem líquido, mas plasma (um gás de partículas eletricamente carregadas), por isso não tem uma superfície como a da Terra.

O Sol tem camadas. No centro fica o núcleo, a cerca de 15 milhões de graus. Acima dele ficam a zona radiativa e a zona convectiva, e o "disco" visível é a fotosfera, a cerca de 5.500 °C. Mais acima estão a cromosfera e a atmosfera externa, a coroa, que é bem mais quente, com milhões de graus. Por que isso acontece ainda é um tema ativo na física solar.

Como o Sol produz energia

O Sol brilha por causa da fusão nuclear. No núcleo, a pressão e a temperatura são altas o bastante para que núcleos de hidrogênio se unam, formando por fim hélio. O hélio produzido tem um pouco menos de massa do que as partículas que o originaram, e a diferença é liberada como energia, como descreve a equação de Einstein, E = mc².

Essa energia abre caminho para fora através das camadas do Sol, o que, pelas estimativas aceitas, leva muitos milhares de anos. Ao chegar à fotosfera, ela escapa para o espaço como luz e calor, e atravessa o caminho até a Terra em pouco mais de 8 minutos. Nossa distância média do Sol é de cerca de 150 milhões de quilômetros, próxima de uma unidade astronômica, que a UAI (União Astronômica Internacional) define como exatamente 149.597.870.700 metros.

O Sol tem hidrogênio suficiente para mais ou menos 5 bilhões de anos. Depois disso, segundo os modelos atuais, ele se expandirá e se tornará uma gigante vermelha. Não há motivo para preocupação: isso está num futuro muito distante.

Manchas solares e o ciclo solar

Manchas solares são regiões escuras na fotosfera. Parecem escuras porque são mais frias que o entorno, não porque sejam frias. A causa são campos magnéticos intensos que atrapalham o fluxo de calor. As manchas podem ser maiores que a Terra e são observadas há séculos; ao acompanhá-las, os astrônomos descobriram que o Sol gira, cerca de uma vez a cada 25 dias no equador e mais lentamente perto dos polos.

O número de manchas solares sobe e desce num período de aproximadamente 11 anos. Esse é o ciclo solar, que vai de um mínimo com poucas ou nenhuma mancha a um máximo com muitas, e volta ao início. Perto do máximo, eventos mais energéticos se tornam comuns: as erupções solares (explosões repentinas de energia) e as ejeções de massa coronal (nuvens de plasma lançadas ao espaço). Quando essas nuvens chegam à Terra, podem causar tempestades geomagnéticas e auroras. Esses fenômenos, conhecidos como clima espacial, são monitorados por agências científicas como a NOAA e por missões da NASA e da ESA, entre elas SOHO, Solar Orbiter e Parker Solar Probe.

O movimento aparente do Sol no céu

O nascer a leste e o pôr a oeste todos os dias vêm da rotação da Terra, não do Sol girando em torno de nós. O disco do Sol ocupa cerca de meio grau do céu.

Ao longo do ano, o Sol se desloca em relação às estrelas distantes, porque a Terra o orbita. Da Terra, isso parece uma lenta deriva de cerca de um grau por dia ao longo de uma linha chamada eclíptica. O eixo da Terra é inclinado cerca de 23,4° em relação ao plano de sua órbita, então a altura do Sol acima do horizonte muda ao longo do ano. Isso nos dá as estações do ano, assim como os solstícios e os equinócios.

Quando a Lua passa exatamente na frente do disco do Sol, vemos um eclipse solar.

A astrologia é uma tradição cultural que também atribui ao Sol um papel simbólico; veja o Sol na astrologia e, para a diferença entre as duas abordagens, astronomia versus astrologia.

Como observar o Sol com segurança

Olhar para o Sol sem proteção pode causar danos permanentes aos olhos, e a dor nem sempre avisa a tempo. Siga estas regras:

Acima de tudo, lembre-se de que a segurança vale mais que a vista. Mais dicas de observação estão em Como observar o céu.

Perguntas e respostas

O Sol é uma estrela?

Sim. O Sol é uma estrela da sequência principal de tipo espectral G. Ele parece maior e mais brilhante que as outras estrelas apenas porque está muito mais perto de nós.

Do que o Sol é feito?

Principalmente de hidrogênio e hélio na forma de plasma: cerca de três quartos de sua massa são hidrogênio, cerca de um quarto é hélio, além de pequenas quantidades de elementos mais pesados.

Qual é o tamanho do Sol?

Seu diâmetro é de cerca de 1,39 milhão de quilômetros, uns 109 vezes o da Terra. Ele concentra cerca de 99,86% da massa do Sistema Solar.

O que são manchas solares e com que frequência aparecem?

Manchas solares são regiões mais frias e escuras na fotosfera, ligadas a campos magnéticos intensos. Seu número sobe e desce num ciclo de aproximadamente 11 anos.

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Fontes

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